Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

Disponível por encomenda (XLV)

ASENSIO

Sábado, Janeiro 28, 2012

O ser português

ou as diferenças entre rochas...

ASENSIO



Sábado, Janeiro 21, 2012

Democracia sem filtro

Se ainda fosse Cavaco Silva o produto de uma democracia sem filtro, onde qualquer cidadão do Boliqueime mais profundo pudesse chegar à alta magistratura nacional. Mas não, este senhor trepou o nacional porreirismo, a cunhocracia, o pagamento de favores, a manha e o rasteirismo político.

E, estivéssemos efectivamente numa democracia sem filtro, seria fácil baixar o presidente-insulto do cargo que ocupa, bastaria que os eleitores conhecessem o erro... Ontem, mais uma vez, esse erro apresentou-se em toda a sua pompa e fulgor.
ASENSIO

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Disponível por encomenda (XLIV)

ASENSIO

Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

Stop SOPA and PIPA

Não acreditando que fazer o blacked-out deste estaminé contribua para qualquer resultado, prefiro usar este post para, distribuindo ligações, tentar elucidar sobre as leis SOPA e PIPA e as suas consequências.


Existem muitos mais links, pesquisem, googlem, aproveitem enquanto há. Procurem saber o que está em causa. Paremos esta loucura.
ASENSIO

Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

Errata


Errata da ficha técnica a negrito:

Esta encomenda foi feita por telefone, pela Eurosondagem, na Renascença, "Expresso" e SIC, entre 7 e 13 de Dezembro tendo como universo os trabalhadores, com mais de 18 anos, em Carnaxide com extensões do telefone da rede fixa dos estúdios da SIC, do "Expresso", do clube de golfe que Francisco Balsemão frequenta e o telemóvel do Mário Crespo. Os entrevistados foram distribuídos "aleatoriamente" no que se refere ao sexo e à idade. A amostra foi estratificada por regiões: 20,4% na SIC, 14,3% no "Expresso", 26% no "Courrier Internacional", 29,4% na Visão e 10% na Casa Cláudia, num total de 1033 entrevistas validadas que correspondem a uma taxa de resposta de 79,7%.

ASENSIO

Quarta-feira, Dezembro 21, 2011

cavaco silva a olhar para cenas

Um bom presidente está atento ao que o rodeia, o nosso Cavaco Silva olha para cenas...
ASENSIO

Quarta-feira, Dezembro 14, 2011

rightshift

O desvio à direita é tanto maior quanto mais depressa a utopia se afasta do homem...
ASENSIO

Encontrei deus...

Curiosamente está no sítio onde é suposto estar. Conseguem ver?





















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Disponível por encomenda (XLIII)




















ASENSIO

Segunda-feira, Novembro 28, 2011

"O senhor ministro informa-se com quem?"


Assim se vê o (nenhum) conhecimento e as (péssimas) intenções destes bando de bandoleiros.
ASENSI

Domingo, Novembro 27, 2011

Judge Andrew Napolitano with Jon Stewart

Primeira Parte

Segunda Parte

Terceira Parte

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Segunda-feira, Novembro 21, 2011

Goldman Sachs conquista a Europa aos eleitores

Cada vez mais vozes falam do fim da democracia, ou do seu falhanço. Usando o lead escolhido para um artigo de Peter Beaumont, editor de internacional do britânico The Observer, "os homens de Estado já não moldam os acontecimentos, limitam-se a responder-lhes, escravizados pelas forças dos mercados".

Também o Independent publicou um extenso artigo com larga influência nos opinion-makers do fim de semana. Analisa ligações entre os governantes emergentes na Europa e a Goldman Sachs: "enquanto o cidadão comum se desgasta com a austeridade e o desemprego, os corredores do poder da zona euro têm vindo a sofrer uma transformação notável". É um facto que o poder financeiro está a alargar a sua esfera de influência, substituindo os eleitores na tarefa de determinar quem governa.

Nas ruas, beneficia de as gerações jovens culparem as anteriores pela crise de emprego. Resta saber se a mudança é temporária ou definitiva.
_________________
Paulo Querido, in negócios online

É isso exactamente, o falanço da actual classe política e a sua vassalagem perante bancos e investidores. As lideranças que temos escolhido mostram-se incapazes, deliberada ou indeliberadamente, de defender os seus cidadãos e eleitores da voragem dos mercados. 

E sim, a troika "é um pretexto vosso, seus cabrões", "é uma finta vossa para vir para aqui com esse paleio, a culpa é vossa".
ASENSIO

Segunda-feira, Outubro 31, 2011

Das profundas marianas do blogspot

O paradoxo da morte de Zenão

Zenão de Eleia está a duas horas da sua própria morte. Cansado, senta-se para escrever um pouco. Depois de tanto tempo a desafiar a realidade do movimento, o simples esforço de mover o seu corpo já o fatiga. Sem dar conta, na escuridão do seu quarto, apenas iluminado por uma vela, já encheu páginas de novos paradoxos a desenvolver. Zenão está agora a uma hora da sua morte.

Pega no primeiro e naquele que mais interessante lhe parece ser. Vai desenvolvê-lo em primeiro lugar. Reduzi-lo ao absurdo, transformar a realidade em contradição. Recomeça a escrita. Já quase não necessita pensar. Recriar está-lhe no sangue. Zenão não termina o primeiro, sente-se mal, está a trinta minutos da sua morte.

Levanta-se com esforço. Algo, no seu corpo, lhe diz que não está bem. Procura, na escuridão, o catre onde dorme todas as noites. Deitado se sentirá melhor, pensa. O esforço de atravessar o seu quarto deixa-o sem forças. Cai na sua cama como que desfalecido. Sem adormecer ainda pensa que conseguirá o seu melhor paradoxo. Zenão está a quinze minutos da sua morte.

A respiração de Zenão afunda-se, alonga-se. Julgar-se-á que dorme, mas não. Zenão, apesar de estar a cinco minutos da sua morte, ainda pensa.

O seu corpo envelhecido, dorido, quer descansar. Zenão ainda não o permite mas pensa se este não terá sido, afinal, um dos seus últimos escritos. Zenão tem um minuto para viver.

Agora sim, o corpo de Zenão traiu-o, já não responde. Mas o seu cérebro ainda insiste. Poderá não escrever mas nada o impedirá de pensar. Zenão tem trinta segundos para meditar.

É o que faz. Tem agora 15 segundos... 5 segundos... 1 segundo... 0,5 segundos... 0,25 segundos... 0,125 segundos... 0,0625 segundos... 0,03125 segundos... 0,015625 segundos... 0,0078125 segundos. E pensando assim até à eternidade, Zenão julgar-se-á imortal.
ASENSIO

Sábado, Outubro 29, 2011

Weathering Fights

Simple, just watch de video:


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Terça-feira, Setembro 20, 2011

Word of Class Warfare

Or just eat the poor...
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Sábado, Setembro 17, 2011

Disponível por encomenda (XLII)



















ASENSIO

Sexta-feira, Agosto 12, 2011

O pobre, esse animal...

(clicar para ampliar)
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Terça-feira, Julho 19, 2011

Disponível por encomenda (XLI)

Tinha mesmo que ser...
ASENSIO

Quarta-feira, Julho 13, 2011

Disponível por encomenda (XL)

Andam a foder-nos a todos...
ASENSIO

Quarta-feira, Julho 06, 2011

Disponível por encomenda (XXXIX)






ASENSIO

Quinta-feira, Junho 23, 2011

10 anos

Há décadas que duram um milissegundo em tempo e um milénio em saudade.
ASENSIO

Terça-feira, Maio 10, 2011

Paulo Portas, um Orlando Barata


ASENSIO

Domingo, Abril 17, 2011

Disponível por encomenda (XXXVII)




















No Future 
ASENSIO

Terça-feira, Abril 05, 2011

17 anos


ASENSIO

Domingo, Abril 03, 2011

Liberdade, Onde Estás? Quem Te Demora

Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não Caia?
Porque (triste de mim!) porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?


Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo que desmaia.
Oh! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!


Eia! Acode ao mortal, que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.


Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória, e tudo,
Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!
____________________________
Manuel Maria Barbosa do Bocage


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Quinta-feira, Março 03, 2011

Disponível por encomenda (XXXVI)

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Sexta-feira, Fevereiro 11, 2011

Hoje, bandeira de Liberdade

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Brincando às moções

«O BE afirmou hoje que a moção de censura que vai apresentar no Parlamento será dirigida contra o Governo e contra o PSD e defenderá “uma visão própria da sociedade e da política portuguesa”.»


O curioso grupo da esquerda portuguesa reentra em grande no anedotário político português. Uma moção de censura, não só ao Governo, como ao maior partido na oposição. Partido do qual necessita apoio para aprovar a censura. Hostilizar o (apoio do) PSD é não querer que a moção passe.


Esta estratégia só pode ter sido racionalizada desta forma: fazem uma moção de censura ao Governo, mas sem fazer o trabalho sujo para o PSD (obra que parecia destinada ao PCP).


Resultado provável? Moção rejeitada, com votos a favor apenas do Bloco. E muitas, muitas consultas no psicólogo para os seus deputados.
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Domingo, Janeiro 30, 2011

Devemos ser todos mesmo parvos...

Fernando Medina, porta-voz do PS, acredita que nas eleições presidenciais os portugueses optaram "pelo reforço da estabilidade". Ao mesmo tempo consegue defender que essa estabilidade política do país permite "defender Portugal na conjuntura difícil em que vivemos". 


Não é possível coordenar as duas posições sem perceber que, para Fernando Medina e para o PS, o país só poderá ultrapassar a conjuntura de crise com Cavaco Silva na Presidência. 


Como se precisássemos de mais provas quanto ao tímido e hipócrita apoio socialista à candidatura de Manuel Alegre...
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Parvos somos todos...


Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!

Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!

Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.



(obrigado João José Cardoso, do Aventar)
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Quarta-feira, Janeiro 26, 2011

O VENCEDOR CRISPADO

"O cérebro é uma coisa magnífica … todos deveriam ter um"
O vitorioso dr. Cavaco, no entusiasmo febril do cartaz da noite eleitoral e excitado na glória da tribuna popular, comiciou aos incréus, fazendo o seu último tour de force político. E virou espectro, qual censor aos vassalos. De vassoura em punho caluniou-se, com rara distinção. Para os mais jovens, como se um mestre-escola fora, aludiu "verdade" & "transparência" na política, imprudentemente amnésico. De punhal à cinta, nada tolerante, vociferou pela honra e carácter, qual demagogo disfarçado, esquecido das indulgências durante o período eleitoral, mesmo com ele próprio. Para a posteridade folheou a alma dos adversários, vergastou 75% dos eleitores indígenas, em curiosa e áspera domesticação folhetinesca. Virou panfletário. Fez história. Intriga. Sem se nunca maçar.

Curiosamente, o pouco piedoso dr. Cavaco - aquele que no íntimo da sua alma publicitou ser o único nativo que dominava os areópagos financeiros internacionais e a crise mundial, avisando (de dedo em riste) que ou se resolvia já a questão da eleição presidencial ou vinha dos céus "uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juro" –, assistiu ironicamente, um dia depois da sua divina eleição, a mais um "nervosismo" dos mercados e correspondente subida da taxa de juro, aumentando as dúvidas de default de Portugal. Suprema ironia de um putativo economista traído pela profunda e fatal economia.

Na verdade, como diria o nosso Eça, "a política é a ocupação dos ociosos, a ciência dos ignorantes, e a riqueza dos pobres". Restará acrescentar ao político a crispação. E a estes pobres dias, o burlesco que tudo isto encerra. Di meliora.

no Almocreve das Petas
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Quinta-feira, Janeiro 20, 2011

Presidenciais, 23 (II)

(clicar para ampliar)
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Presidenciais, 23 (I)


(clicar para ampliar)
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Terça-feira, Janeiro 18, 2011

Castro e as cinzas em Times Square


The Big Lebowsky
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Sábado, Janeiro 15, 2011

Boas razões para (não) votar Cavaco Silva


(via O pior e o melhor de Matosinhos e O Jumento)
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Quinta-feira, Dezembro 30, 2010

Alegre vs. Cavaco


Lewis Black - Red, White and Screwed
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Terça-feira, Dezembro 14, 2010

A necessária bancarrota dos bancos

[...] O "segredo" para esta saída da zona de risco, diz Gylfi Zoega, professor de Economia na Universidade da Islândia, foi "deixar os bancos entrar default em relação com as obrigações para com os bancos estrangeiros". "O principal fator por detrás do arrepiar de caminho da Islândia foi a depreciação das taxas de câmbio e o facto de grande parte dos custos da bancarrota do sistema bancário ter recaído sobre os credores estrangeiros e não sobre os contribuintes islandeses", afirma, também, Jon Danielsson, economista islandês, atualmente professor na London School of Economics. Ele é de opinião que "esta é a estratégia correta para os contribuintes em outros países com sistemas financeiros em crise - o povo nada teve a ver com as decisões dessas instituições financeiras sofisticadas e não há razão alguma para resgatar quem quer que seja". O ministro dos Assuntos Económicos da Islândia, em entrevista (...), reforça que agora "muito mais gente concorda que estávamos certos".[...]

Excerto de um artigo de Jorge Nascimento Rodrigues no Expresso (bolds meus)
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Quinta-feira, Dezembro 02, 2010

Disponível por encomenda (XXXV)

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Quinta-feira, Novembro 18, 2010

Disponível por encomenda (XXXIV)

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Domingo, Novembro 07, 2010

Disponível por encomenda (XXXIII)



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Sábado, Outubro 30, 2010

Disponível por encomenda (XXXII)

Catroga mostra foto tirada às 23h19, quando houve acordo "bom para Portugal"
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Sexta-feira, Outubro 22, 2010

Andamos a brincar

«Manuel Alegre dará um melhor Presidente que Cavaco Silva?
Pode haver estilos diferentes, palavras diferentes, mas em aspectos essenciais o percurso de um e de outro coincidem.»
([Francisco Lopes] hoje, em entrevista ao «i»)


Goste-se ou não de Manuel Alegre, concorde-se ou não com a sua candidatura, é preciso ter lata e ser muito (nem sei que adjectivo escolher…) para fazer uma afirmação como esta.


E já que a asneira parece livre, eu também não vejo diferenças essenciais entre a candidatura de Francisco Lopes e a de Manuel João Vieira. Afinal, ambos querem servir o país!
____________________
Por Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória


É o que acontece quando andamos a brincar às eleições presidenciais. Nas últimas eleições para PR apresentaram-se candidatos cujo objectivo não era vencer, nunca foi. São figuras de corpo presente, sem perfil ou intenções de exercer o cargo. Não é que não acredite que lá no fundo do baú destes partidos não haja ninguém presidenciável, mas estas escolhas têm se mostrado inócuas e confusas para o eleitor.


Neste caso concreto, parece-me que a figura de Francisco Lopes estará apenas a estagiar para a secretaria geral do PCP. Usar umas eleições nacionais para testar o carisma (neste caso falta dele) de um putativo líder partidário é ridicularizar o escrutínio. Mas cada partido escolhe a estratégia que quer, não pode depois queixar-se do resultado. E ridículo por ridículo...
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Quarta-feira, Outubro 20, 2010

Minha Mãe Que Não Tenho


José Carlos Ary dos Santos
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Sábado, Outubro 16, 2010

Mundo Estranho

...caí, trinquei a maçã
beijei a puta da cobra...


Rizoma
Insistir no Zero
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Sexta-feira, Outubro 15, 2010

Novos Modelos de IRS

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Domingo, Outubro 10, 2010

Too big to fall

Temos, nos últimos tempos, sido ameaçados (esta é a palavra correcta) com um eventual horrendo futuro, caso não haja orçamento. Caso o FMI chegue à Portela, será o fim, em estilo Bosch, deste jardim das delicias à beira-mar plantado. O drama, o horror.
Acontece que há uma expressão que se aplica a grandes multinacionais da banca que é: "Grande demais para cair". Apliquem-na a este país (se faz sentido para uma multinacional também o fará para um país inteiro).
O orçamento não é aprovado, passamos aos duodécimos e daí? Acham que um pelotão de espanhóis logo irá, com martelos pneumáticos, picotear a nossa fronteira para que nos afundemos, atlantes, em pleno oceano?
O Governo demite-se e voltamos à idade da pedra?
O FMI chega à Portela, ou Poceirão, e daí? As cornetas do Apocalipse soarão e será o Armagedão português? Vamos todos parar a um purgatório económico para a eternidade?
Ah! e a austeridade, esse salvador messiânico, que não passa de um charlatão, mas que nos têm sido vendido como único. Se não o seguirmos à risca as suas instruções, a jangada de pedra tornar-se-á real e logo acabaremos isolados, em meio Atlantico sem ligações à NATO, UE e ONU?
Pensem pela vossa cabeça. Medidas de combate a esta péssima situação economica têm que ser aplicadas, sob pena de termos muitos sacrifícios pela frente, é verdade. Mas não aceitem como única solução o remédio que nos tem sido impingindo desde sempre, e que curiosamente, ou não, nos trouxe a este estado.
E por favor, Portugal é grande demais para cair e desaparecer. O pânico, o terror, são usados recorrentemente para nos conseguirem vender a dita salvadora austeridade. O país permanecerá depois destes incompetentes (mudá-los depende de nós), depois da nossa exploração (evitá-la depende de nós), depois dos nossos sacrifícios (partilhá-los com quem não os quer depende de nós).
Por isso, aos corneteiros do fim do mundo: vão lamber sabão.
ASENSIO

Domingo, Outubro 03, 2010

Afinal é isto...


ASENSIO

Sexta-feira, Outubro 01, 2010

Desabafo

O lote político da blogosfera anda tão rasteiro como a caixa de comentários de muitos jornais on-line. De um lado encontram-se os dogmáticos da situação, defendendo a liderança executiva de olhos fechados, sem capacidade de encaixe perante uma crítica, seres superiores que nunca erram. Do outro, os sem ideias oposicionistas, que parecem ter sido ofendidos a nível pessoal pelos da situação. Não há qualquer discussão de ideologias ou alternativas, apenas duas barricadas, bem separadas, prontas para o ataque "vermenenoso" e desinteressante.


Tenho lido posts que são verdadeiro lixo electrónico, a base é o insulto, a receita é a ofensa pessoal, a arrogância, a madrinha de cada palavra. Enfim, um pouco como o debate parlamentar. Se é para trazer as más praticas políticas para os blogues então o trabalhinho está bem feito. 


Obviamente que há excepções, mas eu prefiro ler outras freguesias...
ASENSIO


p.s.- não deixo ligações para os ditos blogues e posts porque, como já o disse, não espalho virulências pela web...

Sexta-feira, Setembro 24, 2010

Tudo gira à minha volta

"Agora estamos mortos", declarou à Time um residente no campo de refugiados de Khan Younis, centro de recrutamento de vários homens-bomba. "Só vivemos quando pedaços dos nossos corpos são recolhidos em Telavive."

"Estava sereno o assassino. Não aparentava nenhum remorso", desabafou um vizinho à nossa reportagem.

A crise no conflito com a China agrava-se. Aliados garantem estar dispostos a ir até às últimas consequências para defender a ordem internacional.

Interrogados sobre se as "últimas consequências" implicavam o recurso a material nuclear, o porta-voz da Nato recusou-se a comentar.

Duas crianças estrangulam um bebé de dois anos. Bruxelas debate a interdição de entrada de crianças inglesas no continente.

Olhe, umas perguntas para o Jornal da Uma. Como se sente por os seus filhos terem morrido queimados?

Pedimos desculpa por esta realidade. A ilusão segue dentro de momentos

A Arte Suprema, António Jorge Gonçalves e Rui Zink (1997)


É sempre um prazer reler o Rui Zink.
ASENSIO